Friday, 19 September 2008

Desabrigada

Tento escrever, uma palavra que seja...

Nada sai.

Sentimentos confusos me assombram...

Brincando dentro de mim.

O cérebro me trai,

O corpo se abstrai,

O peso do pensamento cai.

O coração, esse nem se sente,

De tão confuso, isolou-se,

Ignorou-me,

Vulgarizou-me.

Induzindo-me a uma luta sem fim...

A eterna luta para entender o incompreensível.

O desespero toma conta de mim.

Em pânico, grito por socorro.

Ninguém me acode...

Nem mesmo o sacerdote.

Estou a deriva,

Sem eira, nem beira.

Navegando por águas turvas,

Meu corpo se sentia.

Sem abrigo, os pontos cardeais busquei,

Mas deles, nada encontrei.

A deriva permaneci,

Naquela turvidão sentimental.

Por um sono silencioso,

Chegado sem avisar,

Fui temporariamente salva.

Consciente de um acordar,

Não menos turbulento,

Deixei-me levar por aquele bendito sono.

O que fazer, também não sei...

A única coisa que sei,

É que nada sei.


[18.09.2008]

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