Friday, 16 May 2008

Ω Eu Ω


Sempre me vi como uma pessoa igual a minha mãe... Isso em relação ao comportamento, maneira de ver a vida, de a encarar e viver.
Fisicamente sou igual ao meu pai (dizem os que conhecem os meus pais a mais tempo que eu, principalmente pra quem conhece a minha família). Temos a mesma cor, mãos e pés iguais.
Tenho também algumas características dos dois: a teimosia, farrista, inteligente.
A minha mãe sempre foi apologista da liberdade, e não libertinagem. Sempre insistiu no máxima: “aprende com os teus erros”. Já para o meu pai isso não se aplica, temos que aprender com o que ele diz, pois ele é bastante conservador: “aprende comigo que não duro sempre” ou então, “Faz o que te digo e não o que faço”.
Pra mamãe, pode-se transar antes de casar, pra podermos adquirir experiência, etc. Pro papi as coisas já não são assim, embora a realidade o tenha ensinado isso na prática.
Pro papi, não devemos frequentar discotecas pois são antros de prostitutas e drogados. Pra mamãe, são um bom lugar pra dançarmos, fazermos amigos e, porque não, namorar.
Mamãe era a liberdade em pessoa. Papi é o conservadorismo.
Papi é família e casa. Mamãe era amigos e rua.
Amo os dois por serem quem e como são.
Mas hoje, acordei a pensar que afinal de contas, não sou parecida com a minha mãe como sempre pensei. Senti-me enganada por mim mesma. Afinal, andei anos enganada...
Descobri que sou tão conservadora como o meu pai, tanto pra mim como para os meus amigos.
Descobri, depois de ler alguns textos por mim escritos e analisar o mei comportamento dos últimos 5 anos.
Descobri que tudo o que escrevo que a 1ª vista parece liberar, moderno, ousado... Não passa de uma máscara. Que uso esses temas pra não mostrar esse meu lado.
Que ando a todo o custo, esconder esse lado que no fundo não quero assumir e deixar escapar cá pra fora.
Constatei que afinal aquela teoria de que a nossa personalidade tem 50% de genética dos nossos pais e 50% de comportamento dos mesmos, não está correcta. Na verdade, a parte genética tem mais peso na formação na nossa personalidade e pessoa em si, do que nós imaginávamos.
Estou chocada!!!
Acredito que as pessoas possam mudar o comportamento, mas se fôr um comportamento herdade, mais cedo ou mais tarde ele virá reaparecerá.
Chocante isso...
No fundo, as minhas constatações não são más... Espero eu! Ao mesmo tempo é delicioso. Sempre fui a filhinha do eu Pai.
Hoje tenho a certeza disso.

[15.05.2008]

3 comments:

bruno cunha said...

bom post de análide familiar
boa foto
;)

Ana said...

Acho que aos 20 anos toda gente eh liberal, amigos e rua. Aos 30 comeca-se a entrar para casa, e a ser mais conservador porque somos expostos a situacoes que so com controle e organizacao se sobrevive. Aos 40 alguns de nos vao ficar mais extremistas enquanto que outros vao concluir que ate eh possivel gerir tudo com calma e paz. Aos 50 aprenderemos a ser mais liberais com as cenas que os putos, que ja nao sao putos, nos atiram a cara, vamos nos lembrar o que eh nao saber tudo hehehe.

Conservador ou Liberal, so mesmo gente com cultura de carneirada eh que eh toda vida, nos outros... hehehe... depende do que eh preciso fazer e do que queremos atingir. O pessoal eh moderado farrista com ambicoes :O) nao?

Anja Rakas said...

Humm...
Filhinha do papai..
Tbm o sou...e sinto q qto mais o tempo passa mais isso se finca e eu sinto na pele.
"Tudo o que um filho sensato pode esperar é que o pai esteja presente no momento da concepção."
Joe Orton

Baby..akele bj