Tuesday, 6 January 2009

Michael Kuntter ao vivo na Rua D'Arte


Michael Kuttner & Quadrilha de Maputo

Este grande baterista Alemão está de volta a Maputo.

A actuação vai realizar-se sexta-feira ás 21:30 na Rua D'Arte, e contará com a presença de músicos dos Timbila Muzimba.

Uma performance a não perder.


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Rua D'Arte
- Jazz, Cinema, Poesia, Teatro e Fotografia -
...Enfim, Cultura! O Cruzamento de Personagens...

Monday, 5 January 2009

Lembrete...


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, já passaram-se 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.


[Mario Quintana]

É urgente!


"É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas
e riose manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros
e a luzimpura, até doer.
É urgente o amor,
é urgente permanecer."

[Eugénio de Andrade]

Moçambique sai do chão!

Moçambique sai do chão!
E vai no porão
Caiu a sombra, tombou no chão
Fica um buraco no pé da nação
Lá vai a tábua de um caixão
O morto é a floresta de uma nação
Toda a riqueza para exportação
Não fica nada para nós, não, não
Não fica nada para nós, não, não
Já está mais que na hora, põe a mão na cabeça
E vê agora como a terra chora
A moto-serra, serra, serra
Rouba o verde, numa outra guerra
Lá vai a umbila
Lá foi o jambirre
Caiu a chanfuta
Caiu pau-preto
E voa a mssassa
Voou a mbaúa

Quem canta agora
É a moto-serra
Quem canta agora é a moto-serra
Parando a árvore, despindo a terra
Roubando o verde, numa outra guerra
Quem toca agora é a moto-serra
A música que agora toca no mato
Não é xigubo, makwaela, nem campo adubado
Não é enxada, não, não, não
Não é nem fumo de xitimela, my brother


Oh Papá, oh Titio
Corta aqui, mas depois planta ali,
Oh!Oh Papá, oh Vovô
Corta aqui, mas depois planta ali, Oh!
A música, agora, não é a canção
É o simples ronco do camião
Lá vai o tronco, lá vai a madeira
Lá vai a riqueza sem algibeira.

[Mia Couto]

Sunday, 4 January 2009

Presa


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Sinto-me presa...
Presa a uma armadilha, a uma ratoeira criada por mim
Sinto-me acorrentada a um mundo de sentimentos
Sentimentos que vêem como certezas e transformam-se em duvidas doentias
Sinto que tu encurralaste-me no meus sentimentos por ti
Sinto-me indefesa, sem acção...
Sei que tenho que reagir...
Sei que conseguirei libertar-me dessas duvidas, nem que tenha que inverter a situação, nem que para isso te faca minha presa.
Mas...
Devo continuar a presa e amar-te?
Ou devo me desprender e desamar-te?

[27.10.2008]