Tuesday, 10 June 2008

Virtualmente me procuras-te,

Espiritualmente me encontras-te,

Na realidade me tiveste e me possuiste.


Nessa busca, palavras buscaste,

Do encontro, sentimentos descobriste,

Na verdade, me possuis.


Com esses sentimentos, invadiste meu corpo,

Exploraste minhas entranhas,

E com tua vontade, sementes plantaste.


Da semente, brotou tua essência,

Reavivaste paixões outrora adormecidas,

E prazeres nunca vividos.


[02.06.2008]


Monday, 9 June 2008


Sonhei…

Hoje sonhei…

Contigo sonhei.


Sonhei escrevendo para ti,

Um lindo e breve poema.

Falei de mim, de ti, de nós.


Palavras bonitas e sinceras, usei,

Sentimentos e mágoas, revivi.


Mas é deles que me alimento,

E é deles que quero viver.


Dele, senti, que eu estou em ti,

E que o nosso amor para sempre viverá.


[06.06.2008]


Friday, 6 June 2008

∂ A longa Caminhada ∂

Eis-me cá, uma vez mais a falar e divagar sobre mim... Eu uma humilde e pobre criatura de Deus, e ser razoavelmente pensante.
Imagino, o que vossas cabeças devem estar pensando: Lá está ela outra vez com a mania da modéstia. De modésta ela nada tem.
E, eu, digo-vos: Modésta pra quê? Tenho que ser assim como ser se quiser melhorar como pessoa.
E vão fazer outra pergunta: Mas de que vai ela falar hoje?
Eu direi: De mim, de quem mais poderia falar?
Ahahhahah... Gosto dos diálogos/monólogos que vou inventando quando a inspiração baixa em mim. É engraçado criar. Ser imaginativo é algo bastante poderoso.
Desde muito cedo, que estive sempre ligada fisica e psicologicamente à ciência. Em miuda, brinquei sempre rapazes e com eles aprendi coisas de rapazes. Com eles aprendi a fazer carinhos de lata, de arame, a fazer fisgas, arma de madeira, a subir nas arvores, pontaria, etc... Aprendi, com mais idade, a mexer em aparelhos electrónicos, videos, aparelhagens, candeeiros, mecânica, etc... Decidi-me a estudar ciências, embora me sentisse bastante a vontade com as artes.
Hoje, já adulta, vejo-me impelida para as artes, com muita admiração. Descobri-me perdida durante anos no mundo da ciência. O grande impulsionador deste despoletar da arte em mim, foi o mundo virtual... O mundo dos logs [fotologs e blogs]. Devagar ela foi saindo por meus poros... Hoje escrever, poetizar a vida, tornou-se natural em mim.
Movida pela música, pela vida, pelas pessoas e pelo amor, vejo-me abraçada sobremaneira com as palavras. Vejo-me dormir e acordar em fluxos de pensamentos poéticos. Vejo-me vibrar com prosas poetizadas... Sinto correr em mim, sentimentos e sensações generosas e abençoadas. Sinto-me banhada por uma veia poética completamente desconhecida.
Amo cada um desses sentimentos e sensações... Vibro com casa palavra que de mim sai. Maravilho-me com cada reacção às palavras... Gosto desse meu lado pouco poético ou pseudo-poético, mas muito sentido e de alguma maneira valiosa.
Em momento algum me senti invadindo um espaço que não é meu, que não me pertence. Sinto é que, a cada momento, esse espaço abra mais as suas portas para que eu me liberte nele, que me expresse e faça dele o meu novo mundo.
Da ciência para as artes, é uma troca justa. Da ciência para as artes foi uma longa caminhada. Uma caminhada nada esperada, mas profundamente abençoada.

[28.05.2008]

Monday, 2 June 2008

∂ Eu Criança ∂


Quando criança, quiz ser astronauta.

Queria ver a terra de cima, brincar com estrelas...

Viajar num cometa e conhecer os seres nunca vistos...

Andar de planeta em planeta deixando o meu riso gravado em suas luas e anéis.


Quando criança, quiz ser como uma minhoca.

Queria viver na areia e dela me alimentar...

Andar descalça e construir castelos com ela.

Fazer dela o meu chão e com nela desenhar obras de arte nunca vistas.


Quando criança, via-me nos peixes.

Queria brincar com os cavalos marinhos e os camarões...

Combater as lagostas e os polvos nas profundos mares.

Das algas tirar o meu alimento e fazer dos corais o meu lar.


Quando criança, quiz ser a própria natureza.

Queria enraizar-me nela e dela sugar-me.

Ser a árvore, a água, o ar e o fogo...

Fazer dela o meu eu, e no meu eu me tornar.


Hoje, já fui tudo isso e não fui nada.

Fui donzela, esposa, amante... Uma Diva.

Sou mulher, amada e apaixonada... Uma Deusa.

Hoje só quero ser eu, ser livre e livre viver.

Fazer da vida a minha paixão e do viver o meu prazer.


[30.05.2008]

Friday, 30 May 2008

∂ Da Reunião ao Estacionamento ∂

Dia lindo, ensolarado. Nada naquele inicio de manhã, previa que iria ser um dia cheio... Cheio de reuniões, algumas discordâncias, stress e emoções fortes e intensas. Por algum motivo, na vestimenta, optei por uma saia curta vermelha, saltos altos pretos e, claro, um conjunto de lingerie sexy e vermelho. Sentia-me poderosa naquela manhã. Encaminhei-me para o trabalho como mandam as regras de um mero assalariado. As 9 horas esperava-me uma reunião com os chefes das áreas técnicas.

A reunião começa e coloco-me em frente ao mediador da reunião. Como sempre, coube a vez de cada chefe falar... Entre uma fala e outra, o mediador, [meu querido “amigo”, colega e chefe] enviava-me mensagens, que iam entrando silenciosamente no meu telemóvel, todas me desconcentrando, falando do sexy que eu estava, da minha vagina e têtas... Cada uma delas me levava daquela sala para um outro canto qualquer que não aquele e provocava sensações internas que naquela situação eram bastante estranhas. Mensagens com conteúdo erótico/pornográfico e com fotos do seu membro com a glande molhada e a chamar por minha boca... Eu suava numa sala fria e cheia de gente... Ao de leve ia mandando suspiros silenciosos e leves sorrisos. Ele correspondia na mesma medida e intensidade. Respondia a cada mensagem e acabei enviando uma foto da minha vagina sendo tacteada por minhas mãos. Não me lembro de termos sido notados, mas diverti-me com aquele jogo perigos. Fui a última do grupo a falar e logo depois terminamos a reunião. Abandonamos a sala com uma ponta de tesão em nós.

De tarde, recebo uma mensagem a pedir para eu ir pra copa. Chego a copa e ele a seguir fecha a porta, encostando-se nela. Noto uma das portas trancadas... Ele pega em mim e puxa-me para ele. Tasca-me um beiju molhado e linguado, e afunda a sua mão em minha vagina. Fugiu-me um suspiro sonoro. Com a outra mão, ele apressa-se a tapa-me a boca, e ficamos naquele jogo de vai-e-vem, brincando com meu clitóris e meu fundo vaginal. Alguns minutos se passaram... Ruídos de passos, fizeram com que aquele jogo acabasse e nos deixa-se “com água na boa e vontade de quero muito mais”.

Primeiras horas da noite. A hora de ir pra casa havia chegado. Estava no hall de entrada esperando o elevador quando ele aparece e olha pra mim. Encabulada, sorriu e deixo escapar um riso baixo. Ele com a sua calma característica diz: “Pena que temos câmaras aqui no hall... Senão comia-te já!” Permaneci calada e logo o elevador chegou. Mal entramos ele encostou-me contra o espelho deixando-me de costas pra ele, e com um das suas pernas abriu as minhas, arrancou-me as calcinhas e voltou a afundar a sua mão em minha vagina... Suspiros pouco silenciosos fui libertando. Com as minha mãos, procurei seu membro e encontrei... Senti-o em minha mãos aquela coisa grande que gritava por minha boca. Com pressa carregamos no botão da cave. E ficamos ali no “esfrega-esfrega”. Chegados à cave, carregamos no botão do último andar. Carregou-me e virou-me, para um 69 de pé. Não me sentia segura, mas ele segurava-me bem forte. Com aquela pica toda, alcançamos logo o topo do prédio. Voltamos a mudar de andar e carregamos no R/C. Mal chegamos ao R/C e ele veio-se na minha boca. Aquela seiva salgada e deliciosa, deixou-me insatisfeita. Saimos e dirigimos-nos para o parque de estacionamento adjacente ao prédio ainda com o tesão a tomar conta de nós.

Bendita má gestão da Coisa Pública. O R/C do parque não tinha energia e estávamos às escuras. Corremos para o meu carro como crianças e atirei-o pra cima do capote. Apressada, baixai as suas calças e sentei-me no seu pénis. Afundando a minha vagina e cavalguei aquele membro feito uma égua no cio. O prazer era tanto, que ele cravava as suas curtas unhas nas minhas coxas e a sua boca em minhas têtas. Eu salivava e gemia, ele uivava... Viemos-nos ali... Semi-nús em cima do meu carro, num estacionamento de uma instituição do estado.

Terminada a cavalgada, ao tentarmos nos recompor, avistamos um dos guardas nos olhando incrédulo na porta pela qual entramos, deixando entrar um freio de luz. Ele, ofereceu sem pronunciar palavras, uma nota 100 aquele guarda. Agradecemos aos céus, por uma nota de 100 ser tão milagrosa e provocar a mudez temporária e selectiva nas pessoas.


[30.05.2008]