Friday, 30 May 2008

∂ Mais um Dia ∂


Mais um dia nasceu,

Uma vez mais o sol me despertou.

Despertou-me com seus raios quentes e macios...

Me beijando e me acariciando.


Mais um dia de luta,

Procurando o meu sol nas sombras da vida.

Mais uma batalha pra enfrentar,

E aprender com elas.

Enfrentarei e sairei dela: viva ou morta, vencida ou não,

Mas sempre serena e com um sorriso nos lábios.


Mais um dia me espera,

E gente pra ver e conviver.

Mais coisas pra fazer

E pensamentos para fluirem.


Sentimentos que me esperam,

Vidas que me abraçam.

Pessoas que me amam e me odeiam,

Todas elas com lições pra ensinar.


Mais um dia de sol,

Nesta véspera de fim de semana.

Um fim de semana concorrido,

Repleto de eventos e pessoas.


Mais um dia abençoado,

Mais um dia pra mim

E mais um dia pra ti.


Bom dia!


[30.05.2008]

Thursday, 29 May 2008

∂ O Labirinto em Mim ∂


No escuro do meu quarto,

Das sombras formas se formavam.

Labirintos vislumbrei

E neles divaguei.


No escuro do meu quarto,

Esses labirintos percorri.

Nos seus percursos busquei

Mas vidas não encontrei.


No escuro labirinto,

Minha sombra se perdeu.

Incansável procurei-a

E pela escuridão fui vencida.


No escuro labirinto,

Permaneci serena buscando minha sombra.

A sombra não encontrei,

Mas minh’Alma acordou.


Com minh’Alma falei,

Indaguei pela sombra.

Das suas costas tirou,

A minha linda e estrelante sombra.


Com minh’Alma e sombra,

Agradeci ao labirinto.

Abençoei tamanha façanha,

E abandonei aqueles caminhos escuros.


[29.05.2008]

Wednesday, 28 May 2008

∂ O Meu Anjo ∂

Manhã de domingo.

Cedo ergui-me.

A calmaria da cidade clamava por mim.

Olhando pela janela,

Tua pessoa avistei circulando no passeio.


Corri pra me banhar.

Numa pressa me vesti.

Aos tropeços desci os andares,

E na rua nada vi da tua pessoa.


De um lado e do outro, de ti nem sinal.

Nem sombra, nem cheiro ou rasto.

Num pim-pam-pum,

Decidi pelo lado contrário de meu pensamento.


Subi a avenida.

Caminhei por alguns minutos... De ti, nada vi.

Um desânimo tomava conta de mim.

Meus olhos choravam por ti.


Ao cimo da avenida,

Um aglomerado de pessoas olhavam os céus.

Sorrateiramente fui chegando,

Deixando a curiosidade me dominar.


Uma pergunta não calou e de mim fugiu: O que se passa?

Em uníssono responderam: É um anjo a voar. Estava aqui. Voou, disse que tinha que mostrar as suas asas ao seu Amor.

Incrédula olhei e vi uma luz branca bem forte com duas asas dominando os céus.

No chão, aquela pulseira cravada com o teu nome, brilhava.


Em lágrimas afastei-me...

Sem rumo e sem pensamento,

Deixei minhas pernas divagarem pelas longas avenidas.


Deambulei e pelas ruas chorei.

Dor não chorei...

De felicidade movi rios em mim.

Porque tua pessoa não vi, mas tuas asas vi...

E teu amor senti.


[28.05.2008]

Tuesday, 27 May 2008

∂ Um Passeio a Dois ∂


Manhã de 3ª feira, estava em casa, de férias. Faltava pouco para o almoço. Via televisão quando recebo uma chamada de um número que não era dos meus contactos. O moço começa a fala e a fazer charme. Quando finalmente se identificou, marcamos um almoço para o dia seguinte. Conhecia o rapaz dos tempos da catequese e não o via a anos.

Fomos almoçar a um restaurante a beira-mar, uma marisqueira. Ele, estava com um corpo atlético, o que me fez delirar. Durante o almoço ele começa a pegar-me a mão, fala do seu desejo de namorar comigo a sério e terminamos o almoço com já um beijo, para minha surpresa. Eu estava surpresa com a rapidez do rapaz, mas decidi deixar o jogo rolar.

Dia seguinte encontramos-nos outra vez ao final do dia. O moço foi me buscar e levou-me para a marginal e trocamos mais beijus. O moço estava muito decidido. Nessa tarde ele insistiu no pedido de namoro, eu disse que ainda estava a pensar. Ao me deixar em casa disse que íamos começar a namorar na 6ª feira seguinte. O resto dos dias da semana passaram-se e continuamos a encontrar-nos.

6ª feira chegou, ele ligou-me de tarde pra confirmar o encontro. Tomei um banho, vesti uma roupa bem leve, saia tipo baiana branca e uma blusa azul tipo indiana. Desconfiava que ia haver sexo nesse encontro, pus um fio dental preto bem sexy e prático pra essas coisas. Ele foi buscar-me a hora combinada, e seguimos caminho para a barragem (35 Km da cidade). No caminho ele ia falando ao telefone com um amigo pra confirmar o pedido dele. Eu ia desconfiada, sem saber o que esperar, mas disposta a jogar. Vinha sentada ao lado dele, e afastada, sem contacto com o físico dele.

Ainda era dia, quando chegamos a barragem, ele levou-me para o miradouro. Sitio lindo, no cimo de um ponte com viste para a albufeira e paredão da barragem. Não estávamos sozinhos, havia outro carro no local, mas estava afastado, logo tínhamos privacidade. Começamos a trocar beijus. Como uma coisa leva a outra, começamos a apalpar-nos e tirei a minha calcinha para ele brincar a vontade. Pego no pau dele por fora das calças e senti um volume. Fique curiosa. Trouxe-o cá pra fora e vi um pau enorme. Não retive uma expressão de admiração: “Que coisa grande! É o maior que já vi.” Ele riu-se. Beijei aquele pau e abocanhei-o. Amei sentir aquela coisa dentro da minha boca. Ansiei por ele dentro de minha vagina. Vendo que ele delirava com minhas investidas continuei a chupar. Ele, decidi cumprimentar a minha vagina. Chupou cada milímetro dela e eu gozei na boca dele.

Estávamos em frente a uma pedra enorme que fazia de banco. Ele sentou-se e eu sentei naquele pau enorme. Cavalguei nele durante um tempo. Cheios de tesão fomos brincando com nossos sexos. Na posição de “cachorrinho” apercebemos-nos que no paredão estavam algumas pessoas nos olhando. Senti-me uma PUTA e empinei ainda mais o meu CU e continuei a gemer. Viemos-nos aos berros, afinal nada nos impedia de gritar. A nossa única testemunha era a natureza.

Esse foi o nosso primeiro encontro como namorados. Dali, surgiu uma paixão intensa. Namoramos algum tempo mais e de todas as vezes que transavamos, parecia a primeira vez. Nossas transas, fantásticas, sempre estiveram recheadas de tesão, prazer e muita paixão sexual. Só de pensar nelas, nele e naquele pau, fico completamente molhada. Pena que tudo que é bom, acaba.



[16.05.2008]


Friday, 23 May 2008

∂ Maputinhas e Maputinhos ∂


Esta expressão foi idealizada pelo Maurinho... A primeira vez que a li, AMEI e deu-me a louca (mais uma vez) e decidi escrever sobre ela...


Porquê? Porque, como disse na altura, representa, de uma forma artística, a realidade da nossa sociedade, da realidade dos nossos adolescentes. Não representa só a realidade dos adolescentes Moçambicanos, mas principalmente a dos adolescentes do terceiro mundo, aqueles que insistem em ser desinformados, inconsequentes e irresponsáveis... Aqueles que se acham os donos do mundo, intocáveis, e imunes à doenças. Falo dos adolescentes Urbanos.
Sei que já viram, mas, será que já sentiram na pele como os jovens perderam os valores morais, éticos e costumeiros? Não falarei em termos gerais, vou ser mais específica. Para os adolescentes, entre os 10 e 25 anos, sexo pra eles é desporto. E a brincar, tornam-se escravos do seu desejo sexual, transando a torto e a direito e sem preservativo, pouco ligando pro facto de existirem doenças sexuais sérias e mortais... Isso pra não falar das gravidezes, pois em Moçambique o aborto é um método anti-conceptivo. É uma vergonha!!!
No final de cada dia, são todos uns putos e putas... A sociedade no geral esta profundamente corrompida, degradada.

Tou chocada com o que escrevi... Nem vou continuar com o meu pensamento. Também, não é nada de novo, mas é triste constatar, mais uma vez, a nossa triste, porca e cruel realidade.

Mas, hey!, fiquem atentos, sãos, de mente aberta pra novas ideias sem ignorarem o vosso instinto, pensem sempre pra fora do quadrado. E usem o preservativo, páaahhh... Não aconselho a abstinência, porque faz mal às hormonas e ao equilíbrio mental, emocional e físico. Façam uso do que vos foi dado... Eheheheheh...

Ahahahahahahah... Isto ta engraçado, eu a dar conselhos, ahahahahah... Eu a virgem Venus, ahahahahahahahahhahahahahahah..., eu a KET e doida varrida… tsssssss…

.....o0O0o.....

Maurinho, querido, esta é a minha interpretação da tua expressão... Até posso estar muito longe do que tinhas em mente, mas sabes como sou, viajo muito, ahahhahaha...

Beiju, muitos beijus doidos pra ti


[01.2008]