Tuesday, 20 May 2008

∂ Tua Ausência ∂


Ausente de mim estiveste.

Sem ti estive.

Distante em pensamento.

E faltoso nos prazeres carnais.

Noutros horizontes andaste, noutros corpos viveste.


Pra mim sei que voltas...

Pra em meu leito te deliciares.


Sinto-te de volta pra mim...

Sinto teu cheiro...

Sinto teu toque em meu suado corpo.


Meu corpo vibra com tua voz muda,

Com teus passos lentos e tua presença insinuante.

Meu corpo sedento de ti,

Se agita a cada lembrança de ti em mim.


Em ti e pra ti fui feita.

Sem ti, sou apenas um corpo que deambula nesta cidade.


Vem...

Vem que te aguardo.

Vem, sem pressa...

Vem, que o prazer que espera.


[20.05.2008]


Monday, 19 May 2008

Mesmo que no longo silêncio,

Se ouça a vibração dos corações,

Unidos num só...


Mesmo que o sintas,

Com um olhar,

Um toque,

Com o cheiro...


Mesmo que sintas que,

Ele, o teu horizonte se afasta,

E não veio pra ficar...


Não te apresses, acanha-te,

E mantem a calma.

Porque se for pra ti,

A ti virá.


[30.06.2005]


Friday, 16 May 2008

♀ Descanso Agitado ♀


Eram 11 horas da noite de uma 5ª feira. Estava eu deitada a folhear umas revistas procurando o sono entre as fotografias e vários assuntos da revista e lembrando que no dia a seguir teria que chegar cedo ao serviço, mas o sono tinha os seus planos.
De repente, entra uma mensagem no telemóvel. Estico a mão pra alcançá-lo. Qual não é o meu espanto ao ver o remetente da mensagem. Era de um amigo (parceiro sexual) do qual não tinha notícias a vários meses. O espanto tornou-se maior, ao ver o conteúdo da mensagem: “Estou na tua grade. Abre a porta!” Fiquei admirada com tamanha arrogância e altivez. Cá pra mim pensei: “quem ele pensa que é?”, mas a minha vagina impelia-me para a porta com o seu “tic-tac” característico. Estava sedenta por uma queca bem dada.
Num par de minutos, passei por água e vesti uma camisa de dormir bem sexy. Abri a porta e lá estava ele com um ar angelical, hawaianas pretas, calças de linho brancas e uma t-shirt branca. Ele bonacheirão, sorriso nos lábios e falinhas mansas: “Oi gostosa, tavas a dormir ou me esperando?” Cumprimentou-me com um beiju na boca bem molhado, aumentando ainda mais o meu “tic-tac”. Chegados ao interior da casa [entramos pelas traseira da flat, pela cozinha], o moçoilo pega em mim e com jeito empurra-me para o fogão. Carrega-me e põe sentada nele com as pernas abertas. Entre beijus e apalpanços, e num rápido movimento, consegue alcançar o pote de mel. Sempre com jeito, chupa-me a boca e mamilo, beija-me o pescoço e o corpo. Num movimento brusco, arranca-me a camisa de dormir e começa a espalhar o mel em meu corpo e inicia o processo de lamber-me da ponta do pé a ponto do cabelo.
Foi neste momento que o senti completamente etilizado... Ele comportava-se como um animal faminto. Queria repelí-lo, mas o meu tesão era tamanho, que não consegui proferir palavra alguma de recusa. Da minha boca só saiam gemidos, do meu corpo vontades de continuar. Vendo que a minha posição era desconfortável, agarrou-me pelos cabelos com uma mão, e com a outra enlaçou as minhas pernas e carregou-me como se fosse um saco de batatas e largou-me na mesa da sala.
Eu completamente NUA, feito uma galinha, fiquei ali deitada e fui lambida e chupada fugazmente. Orgasmos tive vários, uns atrás dos outros. Contorcia-me de tanto prazer. O meu clitóris estava tão sensível que a cada toque eu jorrava um pouco mais de fluido.
Continuando com aquela brincadeira de chupada, e concentrada no meu prazer [como se numa situação dessa é possível concentrár-se], nem me arrecebi que ele estava completamente NU e em cima da mesa também. Senti o pénis a roçar as minha pernas, ansiei por sentí-lo dentro de mim. Balbuciei um: “Fode-me já!” Automático foi o movimento de ele penetrar-mo o cú na posição de missionário e eu começar a masturbar-me. Ele fodeu-me como um animal selvagem... Fudeu-me o CÚ com tal vontade que em pouco menos de 10 minutos viemo-nos em altos gemidos. O meu orgasmo foi tal, que fiquei ali paralisada por um bom tempo.
Foi uma foda espectacular.
Lavamo-nos, tomamos um “whisky on the rocks”. Ele foi-se embora e eu fui pra cama cheia de sono e com um sorriso nos lábios.
Apercebi-me que naquela noite, mal trocamos palavras, o tesão tomou conta de nossos corpos, que a voz foi anulada.

[16.05.2008]

♀ A Vida Continua ♀


Decepções, rupturas, brigas... Quem nunca as teve?
Enquanto estamos apaixonados e é tudo as mil maravilhas, evitamos no máximo brigar, para não ferir o companheiro. Vamos deixando passar algumas coisas que no fundo nos incomodam e vão contra o que pensamos e desejamos... Mas a paixão é assim, um mar de rosas bem cheirosas e lindas.
Depois, a paixão assenta e começamos com as concessões e as proibições: não gosto daquela tua amiga, tens que mudar a maneira de te vestir, passas mais tempo com os teus amigos do que comigo, comes com a boca aberta, és muito grosseiro, etc. Isto, é o inicio das brigas. É difícil pras pessoas aceitar as pessoas como elas são... Disse difícil e não impossível. Para algumas é impossível. Mas, isso é uma patologia e acompanhamento tratamento profissional. É complicado, mas é aí que entra a inteligência, a capacidade de discernimento, o balanço das partes boas e más.
Concessões e Proibições não devem ser feitas a toa, impensadamente, e fazê-las em qualquer altura da relação não é positivo. Devemos ter regras sim, mas impo-las no meio da relação, é estupidez, cobardia, é dar o 1º passo para o fim da relação. As regras devem ser estabelecidas logo no início da relação, seja ela de que tipo for, profissional ou afectiva. Quando quisermos estabelecer regras no meio da relação, devemos fazê-lo de maneira suave, diplomática, sem ferir a outra parte. Temos que fazer com que a pessoa pense que a iniciativa é dela. Chamo a isto, inspirar a pessoa a fazer algo, eheheheh...
Pra quê viver comparando, stressando as pessoas, se nós gostamos delas tal qual elas são?
É patético, mas o ser humano é assim mesmo, inconformado e insatisfeito. Procura melhorar o que não precisa de melhorias, procura mudar o que já está perfeito. Vive constantemente buscando algo pra mudar, inventar, reconstruir, e nessa busca deixa de viver, de amar, de se cuidar.
Não! Não devemos querer essa vida stressada de busca constante.
Devemos querer viver, e continuar a amar a vida, as pessoas, a maravilhosa natureza, o amor.
Sim!, porque enquanto buscamos a perfeição, a vida continua e os anos passam por nós. Quando nos dermos conta, estaremos velhos e não teremos aproveitado nem a juventude e nem a vida.
Vamos por um travão nas comparações, nas buscas, e nas insatisfações do que não tem comparação, do que não tem que ser buscado e do que não precisa de aperfeiçoamento.
Vamos por um travão a essas atitudes impensadas, infantis e patéticas.
Vamos aproveitar a vida.
A vida é um conjunto de terrenos diversos: de areias movediças, secos, pantanosos, desérticos, etc.
Temos que identificar o terreno e definir o tipo de caminhada. Pois a vida, é uma caminhada. Quem não caminha está morto.
Se queres viver, aprender a caminhar. Afinal, a vida continua sempre!
[16.04.2008]

Ω Eu Ω


Sempre me vi como uma pessoa igual a minha mãe... Isso em relação ao comportamento, maneira de ver a vida, de a encarar e viver.
Fisicamente sou igual ao meu pai (dizem os que conhecem os meus pais a mais tempo que eu, principalmente pra quem conhece a minha família). Temos a mesma cor, mãos e pés iguais.
Tenho também algumas características dos dois: a teimosia, farrista, inteligente.
A minha mãe sempre foi apologista da liberdade, e não libertinagem. Sempre insistiu no máxima: “aprende com os teus erros”. Já para o meu pai isso não se aplica, temos que aprender com o que ele diz, pois ele é bastante conservador: “aprende comigo que não duro sempre” ou então, “Faz o que te digo e não o que faço”.
Pra mamãe, pode-se transar antes de casar, pra podermos adquirir experiência, etc. Pro papi as coisas já não são assim, embora a realidade o tenha ensinado isso na prática.
Pro papi, não devemos frequentar discotecas pois são antros de prostitutas e drogados. Pra mamãe, são um bom lugar pra dançarmos, fazermos amigos e, porque não, namorar.
Mamãe era a liberdade em pessoa. Papi é o conservadorismo.
Papi é família e casa. Mamãe era amigos e rua.
Amo os dois por serem quem e como são.
Mas hoje, acordei a pensar que afinal de contas, não sou parecida com a minha mãe como sempre pensei. Senti-me enganada por mim mesma. Afinal, andei anos enganada...
Descobri que sou tão conservadora como o meu pai, tanto pra mim como para os meus amigos.
Descobri, depois de ler alguns textos por mim escritos e analisar o mei comportamento dos últimos 5 anos.
Descobri que tudo o que escrevo que a 1ª vista parece liberar, moderno, ousado... Não passa de uma máscara. Que uso esses temas pra não mostrar esse meu lado.
Que ando a todo o custo, esconder esse lado que no fundo não quero assumir e deixar escapar cá pra fora.
Constatei que afinal aquela teoria de que a nossa personalidade tem 50% de genética dos nossos pais e 50% de comportamento dos mesmos, não está correcta. Na verdade, a parte genética tem mais peso na formação na nossa personalidade e pessoa em si, do que nós imaginávamos.
Estou chocada!!!
Acredito que as pessoas possam mudar o comportamento, mas se fôr um comportamento herdade, mais cedo ou mais tarde ele virá reaparecerá.
Chocante isso...
No fundo, as minhas constatações não são más... Espero eu! Ao mesmo tempo é delicioso. Sempre fui a filhinha do eu Pai.
Hoje tenho a certeza disso.

[15.05.2008]